sábado, 21 de junho de 2014

'PESCADOR' DE LIXO RECOLHE CERCA DE 1.300 QUILOS DE MATERIAIS POR MÊS NO RIO SÃO JOÃO

sábado, 21 de junho de 2014 0
Meste Tuti e o barco com o qual recolhe lixo no Rio São João 


Meste Tuti e o barco com o qual recolhe lixo no Rio São João
Foto: Cláudio Pacheco / Divulgação 
  Foto: Cláudio Pacheco / Divulgação

 RIO — Nasce o sol, e Mestre Tuti sai em seu barquinho para mais um dia de trabalho. Com uma rede nas mãos, ele aproveita a força da natureza e desce o Rio São João junto com a correnteza. No trajeto, recolhe sacolas plásticas, garrafas PET, pneus, troncos, latinhas de alumínio, fraldas e muitos outros resíduos acumulados na vegetação do manguezal. O rio é o maior genuinamente fluminense. Com 120 quilômetros, nasce na Serra do Sambê, na divisa de Cachoeiras de Macacu com Rio Bonito, segue por Silva Jardim e deságua no mar em Barra de São João, na divisa de Casimiro de Abreu com Cabo Frio. Em seu percurso, corta parte da Reserva Biológica de Poço das Antas e integra a Área de Proteção Ambiental (APA) do São João. Apesar da sujeira que Mestre Tuti encontra pelo caminho, a foz do rio ainda abriga uma área de cinco quilômetros quadrados de manguezal, sendo um dos ecossistemas mais bem preservados do estado.
Mestre Tuti (ou José Otoni Moreira, seu nome de batismo), de 66 anos, é um protetor dessa riqueza. Aposentado, ele tem um cargo em comissão de educador ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Casimiro de Abreu. Diariamente, faz a limpeza no rio, recolhendo cerca de 1.300 quilos de lixo por mês. E já vê resultados de seu trabalho, que lhe rendeu a Medalha do Mérito Ambiental, dada pela prefeitura de Casimiro.
— Quando comecei, há cerca de cinco anos, a quantidade de lixo era muito maior — recorda.
Ele também deixa um barco ancorado no rio, onde pescadores que passam depositam seu lixo.
LIXO É RECICLADO
Todo o material recolhido é separado para reciclagem. As garrafas PET, por exemplo, são usadas para cultivar mudas de vegetação do mangue.
— É um servidor exemplar — elogia o prefeito de Casimiro, Antônio Marcos.
Natural de Trairi, no Ceará, Tuti se apaixonou por Barra de São João, principal distrito de Casimiro, onde vive há 15 anos. De família de pescadores, a natureza foi uma grande aliada para sua subsistência e, agora, ele tenta retribuir.
— Hoje a comunidade dá apoio e reconhece nosso trabalho. Moradores e visitantes já não jogam muito lixo no rio e nas suas margens.

FONTE:O Globo

quarta-feira, 18 de junho de 2014

BANDA DE TAMOIOS É ESCOLHIDA PARA SE APRESENTAR NO CIRCO VOADOR

quarta-feira, 18 de junho de 2014 0
A banda INITIO  foi uma das 24 selecionadas dentre as mais de mil candidatas de todo o Brasil  

O grupo de rock INITIO, formado por integrantes de Tamoios (Cabo Frio) e Casimiro de Abreu, foi um dos 24 selecionados dentre mais de mil bandas de todo o Brasil para se apresentar, no próximo dia 24 de julho, no Circo Voador, no Rio de Janeiro – uma das casas mais tradicionais do país. A seleção faz parte do Web Fest Valda 2014, festival de música independente que busca dar espaço para bandas de todo o Brasil mostrarem seu talento, além de disputar prêmios para os três primeiros colocados, banda revelação, melhor vocalista e melhor guitarrista.
Além da INITIO, mais quatro bandas do estado do Rio foram selecionadas para se apresentar na capital. As apresentações no Circo Voador se dividem em 3 dias. Nos dois primeiros, 24 e 25 de julho, se apresentam as 24 bandas concorrentes. Já no último dia, 26 de julho, serão escolhidos os vencedores após a apresentação dos grupos classificados das noites anteriores.
Para saber mais sobre a INITIO, acesse a fanpage www.facebook.com/initiomusica.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

BEM HISTÓRICO ESTÁ PRESTES A SER TOMBADO EM CABO FRIO

segunda-feira, 2 de junho de 2014 0
Iphan avalia a preservação da antiga fazenda de 

Campos Novos e entorno
A capela da fazenda, um dos bens que devem ser tombados 

RIO – O local serviu de pousada, em 1832, para o naturalista britânico Charles Darwin e, por isso, integra o roteiro turístico, científico e educacional “Caminhos de Darwin”. Construída em 1648, o sítio da antiga fazenda de Santo Inácio de Campos Novos, em Cabo Frio, poderá ser protegida para a eternidade pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O tombamento do casario e seu entorno será decidido na quinta-feira pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em Brasília.
Um dos principais pontos históricos da Região dos Lagos, a fazenda Campos Novos fica no distrito de Tamoios, às margens da RJ-106. O principal argumento para o tombamento do conjunto é a relação entre a fazenda e a Companhia de Jesus, relacionada ao primeiro período da colonização.
O conjunto rural, remanescente de uma antiga fazenda do século XVII (1648) e construída sobre um sambaqui, conta com capela, casa e cemitério. Estes, construídos por volta de 1690, constituem, segundo os pesquisadores do Iphan, importantes e raros exemplares de arquitetura rural jesuítica.
Com a expulsão dos jesuítas, em 1759, o bem passou pelas mãos de diferentes donos e sofreu obras, mas que não comprometeram suas características.

Um patrimônio considerado de múltipla relevância

A fazenda de Santo Inácio de Campos Novos foi desapropriada em 1993 pela prefeitura de Cabo Frio, que lá instalou a Secretaria municipal de Agricultura e um canil. Agora, por sua relevância múltipla, o sítio da antiga fazenda deverá ser inscrito em três livros de tombo: Histórico, de Belas Artes e Arqueológico, e Etnográfico e Paisagístico.
— O tombamento é importante pois reconhece a importância do patrimônio e ajuda as cidades da Região dos Lagos, em especial Cabo Frio, a vender seus riquíssimos pontos históricos como atrativos turísticos — afirma o prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa.
No início do ano, a fazenda recebeu obras emergenciais, autorizadas e financiadas pelo Iphan, que também recupera o Convento de Nossa Senhora dos Anjos, no Centro do município.

— A construção é lindíssima e o ponto turístico maravilhoso, mas percebi que precisa, com urgência, de mais vigilância. Há muitos animais soltos pela área e alguns deles entram na capela de Santo Inácio — lamenta a bióloga Nilza Felizardo, que visitava a fazenda, na semana passada, pela segunda vez.

Tombamento de batalhão

O Iphan também deve receber, esta semana, o pedido de moradores e representantes da sociedade civil do município de São Gonçalo para o tombamento do casario e do entorno do antigo 3º Batalhão de Infantaria (3º RI), no bairro Venda da Cruza, na divisa com Niterói.
O complexo já foi tombado pela Câmara Municipal e destombado pelo prefeito Neilton Mulim (PR). Os defensores da preservação do patrimônio, de 1910, querem evitar que sejam construídas 1.240 casas populares no local. Eles também tentam impedir a obra com base na Lei das Cidades, pois o local, segundo os descontentes, não oferece infraestrutura para receber o conjunto habitacional.
— A decisão de construir mais de mil casas ali é precipitada, sem planejamento e catastrófica — protesta o sociólogo Wilson de Vasconcellos, do Movimento de Defesa do Patrimônio Histórico.


 
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