sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

BLOG ALAIR DIRETO - ESTOU LIMPO. SOU PRÉ-CANDIDATO

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 0

Conheça os principais temas da Nova Lei. 

Ontem, como era esperado pelo povo brasileiro, o STF votou o projeto Ficha Limpa e o aprovou. A nova Lei nasceu da iniciativa popular, com mais de 1 milhão e 500 mil assinaturas. Muitas dúvidas para alguns políticos, enquanto para outros, a esperança de não disputar comigo uma eleição em 2012 acabou. Mesmo assim, alguns deles não se ativeram ao que foi votado ou sabem e continuam a querer levar para os eleitores que não serei candidato. Isso não passa de um sonho, a Lei não me atinge, considerando que os processos a que respondo não estão enquadrados no Ficha Limpa.

Vejam onde se enquadram os políticos com processos na Justiça e por ela decididos:
(Jornal O Dia, página 36, 17/02/2012)

Políticos não poderão se candidatar por 8 anos se:
  • Condenados por crimes dolosos (com intenção) e receberm penas superiores a dois anos. Estão incluídos, entre outros, crimes contra a vida, economia popular, sistema financeiro, meio ambiente e tráfico de drogas.”
Não tenho processos por crimes dolosos, nem por crimes contra a vida, economia popular, tráfico de drogas e sistema financeiro.
  • “Condenados por improbidade administrativa.”    
Não tenho processos por improbidade administrativa.
  • “Cassados por abuso de poder político, econômico  ou de meios de comunicação, corrupção eleitoral e compra de votos.”                           
Não tenho processos por abuso de poder político ou econômico, corrupção eleitoral, compra de votos, nem através de meios de comunicação.
  • “Condenados por crimes eleitorais que resultem em pena de prisão. Não abrange as penas de multa.”                                   
 Não tenho condenação eleitoral cuja penalidade seja prisão.
  •   ”Proibidos de exercer a profissão por crime grave ético-profissional.                 
Não tenho condenação por falta de ética profissional.
  • ” Renunciarem a seus mandatos para evitar processo por quebra de decoro”            
Jamais renunciei a mandatos para fugir do decoro.

Condenação por Colegiados:  A condenação que tenho por colegiado do TJ  foi por ter construído a Praça dos Quiosques, resultou em pagamento de multas. Na sentença fiquei livre das sanções da Lei Ficha Limpa , considerando que esta proíbe a candidatura dos que sejam condenados com pena de prisão ou perca dos Direitos políticos .
A mesma situação num outro processo : fui condenado à pena de multa, no valor de dez salários mínimos, não sendo atingido pela Lei (improbidade administrativa ) pelas mesmas razões citadas acima.

Processo transitado em julgado:  tenho 1 processo transitado em julgado cuja condenação foi pena de multa. É o processo pela construção da Praça do Forte e na ocasião meu advogado perdeu o prazo, mas já paguei as multas e foi há anos atrás, que já esteja prescrito.E repetindo foi multa e não por improbidade administrativa ou perca dos Direitos Políticos.

Contas Rejeitadas: Todos conhecem o caso do repasse do Governo Federal para remédios ( para matar o mosquito aedes aegypti ) cujas contas foram rejeitadas pelo TCU. Neste caso, o processo está sendo apreciado pela Justiça Federal e não temos dúvidas de que será resolvido.

Agora posso repetir o que já vinha afirmando antes da votação; SOU PRÉ-CANDIDATO!




terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O ESCÂNDALO BOI BOM VAI SER REVELADO NOS MÍNIMOS DETALHES POLÍTICOS DA REGIÃO DOS LAGOS ESTÃO EM POLVOROSA

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 0

Conforme anunciei mais cedo, vou começar a mostrar o escândalo Boi Bom, que envolve diretamente políticos muito conhecidos, a começar pelo prefeito de Cabo Frio, Marquinhos Mendes e o deputado Paulo Melo, entre outros.

O empresário Hugo Cecílio de Carvalho, usando indevidamente a marca Boi Bom, um tradicional frigorífico do Estado do Rio, cujos donos foram lesados e não têm nenhuma ligação com essa quadrilha, montou em Cabo Frio uma indústria de fraudes, corrupção e desvios de dinheiro público, não apenas em benefício próprio e de seus parceiros políticos, mas também para financiar um esquema de compra de votos que beneficiava um grupo de políticos ligados a Sérgio Cabral, atingindo o presidente da ALERJ, Paulo Melo.

O caso foi investigado pelo MP Estadual e pela Polícia Civil, mas estranhamente só o jornal O Diário, de Campos, e alguns blogs noticiaram. O nosso blog tem em mãos uma ampla documentação, incluindo a cópia da agenda do chefe da quadrilha, o empresário Hugo de Carvalho com todos os pagamentos efetuados a políticos, registrados com nome e valor recebido. Dezenas de documentos e fotos comprovando tudo também estão em poder do nosso blog.

Para vocês terem idéia de como o escândalo é nitroglicerina pura e atinge políticos poderosos, logo depois de ter colocado a chamada no blog, eu e pessoas próximas a mim começaram a receber ligações de pessoas e políticos preocupados e querendo saber detalhes e perguntando: “O que o Garotinho vai publicar?”.

Nesta primeira postagem reproduzo apenas a matéria publicada no domingo, pelo jornal O Diário, de Campos, com os pontos principais destacados. Como o material é muito extenso, a equipe do blog está preparando todas as imagens (documentos e fotos) e amanhã tudo será mostrado aqui.

Não é minha intenção tirar o sono de ninguém, mas recomendo a alguns políticos que tomem um comprimidinho pra dormir. Vão ter que esperar até amanhã. Está tudo documentado. 
 
 

PNEUS DEPOSITADOS PELA PREFEITURA CAUSAM INCÊNDIO A CARRO DE EMPRESA PATICULAR


Ontem, ao chegar em casa após o trabalho, Marcelo (...), morador da rua Projetada, no Bairro Aquárius, estacionou o carro particular da empresa onde trabalha em frente a sua residência, por a mesma não ter garagem. 
 
Uma grande pilha de pneus e lixo teria sido despejada na rua há algum tempo atrás pela PREFEITURA. Segundo relato de moradores a mando do Nelsinho da SECAF, alegando que os pneus seriam para a confecção de canteiros.  Às 00h40, Marcelo foi surpreendido por uma enorme chama que alastrou nos pneus e no lixo, e incendiou o Corolla da Loc Service, deixando o carro totalmente destruído.  Embora as causas estejam sendo apuradas, o incêndio está sendo considerado criminoso e que uma das partes, entrará com processo contra Prefeitura de Cabo Frio.
 
Essa Rua Projetada por ser uma rua muito escondida, no final da Rua 4   e depois da Rua da Torre, segundo os moradores seria usada para depósito de lixo. A Prefeitura tem q recolher o lixo não jogar lixo na rua.  E mais: Os pneus serviam para criadouro de mosquitos da dengue, além de dano ao carro da empresa,  o incêndio causou dano a rede elétrica  e ao muro de uma propriedade particular.
 
E agora Marcelo, um trabalhador, corre risco de perder seu emprego pelo simples fato de ter parado o carro em frente sua casa.
 
ISSO COM CERTEZA VOCÊ NÃO VERÁ NA MÍDIA COMPRADA PELO GOVERNO!

FOTOS DA RUA PROJETADA:
 
COROLLA DA LOC SERVICE EMPRESA DE 
TRANSPORTE PARTICULAR
PERDA TOTAL
RESTOS DE PNEUS QUE A PREFEITURA 
DESPEJOU NA RUA

O QUE SOBROU DA PLACA DO CARRO
O QUE SOBROU DOS PNEUS E DO LIXO
ALGUNS MORADORES VENDO O OCORRIDO

domingo, 12 de fevereiro de 2012

ESSAS GREVES MOSTRAM QUE AS PESSOAS ESTÃO SE SENTINDO DESRESPEITADAS NOS SEUS DIREITOS DE CIDADÃOS E TRABALHADORES

domingo, 12 de fevereiro de 2012 0
 

A presidente Dilma Rousseff disse que ficou "estarrecida". O governador Jaques Wagner, que não negociaria nem anistiaria "bandido". Os grevistas, misturando ameaça com galhofa, que "ôôô, o Carnaval acabou". Os analistas, que greve de policial é "motim". E as manchetes, que 148 pessoas foram assassinadas na Bahia durante a paralisação (o dobro do mesmo período em 2011) e que o movimento se espraiara para o Rio de Janeiro.
No meio de tantas aspas, as do sociólogo José Vicente Tavares dos Santos são menos inflamadas mas não menos contundentes. Doutor pela Université de Paris X e professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ele estuda greves no sistema de segurança pública do País desde 1997. Diz que o Brasil perdeu a chance de discutir suas polícias na Constituinte de 1988 e agora paga o preço de uma crise organizacional que chega ao cúmulo de as academias ensinarem cadetes a dobrarem o lençol em vez de mediar conflitos.
Segundo Santos, faz 15 anos que as greves de agentes de segurança pública se repetem - e vão continuar se repetindo. "Pela abrangência e pela constância das paralisações, estamos diante de um fenômeno social. E o que podemos tirar de bom dessa crise é a oportunidade de retomar um debate tão crucial da vida brasileira. Afinal, queremos ter um serviço policial ou uma força policial?" A seguir, suas ideias.

Alguns analistas consideram a Polícia Militar um resquício da ditadura sem lugar numa sociedade democrática. Qual a sua opinião?
O golpe de 1964 abortou um processo que encaminhava as polícias brasileiras para serem órgãos de defesa da ordem pública e do cidadão. Nos anos 50, por exemplo, havia um batalhão no Rio de Janeiro chamado Cosme e Damião - no Rio Grande do Sul o nome era batalhão Pedro e Paulo -, cujos policiais andavam em dupla e tinham todas as funções que os ingleses depois batizaram de polícia comunitária. Mas em 1967 uma lei da ditadura transformou as polícias militares em órgãos auxiliares das Forças Armadas e militarizou o ensino policial. A PM precisa se adequar ao trabalho em uma sociedade democrática.

Quais os caminhos para isso?
O ensino policial é fundamental. Militarismo excessivo, com seus regulamentos disciplinares e rigidez hierárquica, não faz mais sentido. Há academias de polícia em que os alunos são obrigados a arrumar o lençol da cama em forma de estrela num dia, de lua no outro e assim por diante, sob o risco de serem punidos se errarem. O que isso tem a ver com o ofício de policial? Também faltam noções de direitos humanos, de investigação criminal, algo básico mas incrivelmente precário no Brasil. E mediação de conflito. No mundo todo, 70% das ocorrências atendidas pela polícia são conflitos ainda não criminais. Dependendo da abordagem, esse tipo de ocorrência pode se transformar em crime, às vezes com a participação direta do policial. É evidente que temos mais a ganhar ensinando policiais a mediar conflitos do que a arrumar o lençol. Policial deve ser educado, e não adestrado, para executar suas funções. Falo de algo sério, pois estamos desperdiçando recursos humanos e financeiros. Esse é apenas um dos aspectos da crise organizacional das polícias brasileiras.

A questão salarial é outro?
Obviamente. Eu sou a favor de um piso nacional, mas precisamos discutir o valor. A PEC 300 (Proposta de Emenda à Constituição) toma como padrão o salário no Distrito Federal. Mas ali os salários são pagos pelo governo federal. O debate deve levar em conta a sustentabilidade dos Estados. Recursos há, afinal eles não faltam para construir estádios de futebol de bilhões de reais. Outro aspecto, ligado a este, são as condições de trabalho do policial, seja militar, civil, federal, bombeiro, não importa. Nas polícias civis os turnos são de 24 horas por 72 de descanso. Ora, ninguém se mantém atento por 24 horas sem dormir. Isso é um absurdo. Há relatos de turnos de 24 horas em pé. E isso é inumano. Algo mais básico: são raras as policiais que têm coletes à prova de bala adequados à anatomia feminina; nem todas as polícias oferecem seguro de vida aos seus agentes. Enfim, são profissionais fundamentais para a sociedade que não têm o devido reconhecimento por parte dessa mesma sociedade e dos governos. As greves refletem essa insatisfação.

Greve de profissionais autorizados a trabalhar armados é motim ou instrumento político?
Em 2012 completamos 15 anos de greves de policiais no Brasil. Elas abrangeram todas as categorias e nenhum Estado passou incólume. Foram 150 greves organizadas por policiais civis, 34 por policiais militares (incluindo bombeiros), 18 por policiais federais, 22 por guardas civis e 60 por agentes penitenciários. Nesse período somente Amapá e Amazonas tiveram uma greve cada. Na Bahia foram 14. Em São Paulo, 17. Pela abrangência e pela constância, estamos claramente diante de um fenômeno social. Há enorme dificuldade do poder público e da imprensa de reconhecer a legitimidade dessas mobilizações como luta social de uma categoria por melhores condições de vida. Essas greves mostram que as pessoas estão se sentindo desrespeitadas nos seus direitos de cidadãos e trabalhadores.

Mas na Bahia líderes grevistas incentivaram atos de vandalismo e suspeita-se que policiais encapuzados tenham invadido ônibus. Não houve excessos?
Claro que houve. Inclusive os trabalhadores devem reconhecer que fazem parte de um processo político. Sua legitimidade depende disso. Alguns métodos adotados na Bahia passaram longe da política. Por outro lado, é inútil discutir se tal partido apoiou a greve quando era de oposição e agora é contra porque está no governo. Ou se tal liderança grevista é filiada a esse ou àquele partido. É inútil porque partido brasileiro nenhum tem uma agenda de segurança pública. O máximo que conseguem fazer é apelar ao discurso repressivo de "mais polícia na rua" em época eleitoral. Trata-se de um vácuo que remonta à Constituinte de 1988. Na ocasião as forças democráticas de esquerda já não tinham propostas de segurança pública a não ser a condenação da violação aos direitos humanos praticada pelas polícias. Agora que as greves de policiais estão aí é preciso reconhecer nelas uma forma de luta social como tantas outras. Negar esse fato valendo-se de palavras como "motim", ou tentando partidarizar a questão, é um desserviço à democracia. A crise na Bahia traz mais uma vez a oportunidade de elevar o nível da discussão sobre as nossas necessidades em termos de segurança pública. Afinal, queremos ter um serviço policial ou uma força policial? Este é o debate que se impõe.

FONTE:  O Estado de S. Paulo, por Christian Carvalho Cruz

 
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